sábado, 14 de maio de 2011

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1

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MAGNO 15/05/2011 15:00


Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1Valeu a pena esperar? Impossível dizer assim, de início. "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1" é, como o próprio título sugere, apenas um aperitivo diante do que promete ser o grande final da saga iniciada em 1997 pela inglesa J.K. Rowling. As expectativas são altas - especialmente as que partem de um público que cresceu acompanhando a série, seja nos livros ou nas telonas. O diretor David Yates, presente desde "A Ordem da Fênix" (quinto filme da saga), parece saber disso.

"Relíquias" não perde tempo e parte do ponto em que "O Enigma do Príncipe" (2009) parou, colocando Harry, Rony e Hermione à solta em busca das horcruxes, os únicos elementos capazes de destruir a alma de Lorde Voldemort de uma vez por todas. Pode até parecer apenas mais um capítulo da luta entre o bem e o mau, mas não se engane: lembra daquela história de que o filme seria o mais sombrio de todos? Em alguns aspectos, não seria um equívoco encaixá-lo no gênero do terror. Aos mais novos, fica o alerta.

Essa atmosfera sombria se deve, em partes, ao corte de elementos que, até então, caracterizavam e davam segurança à saga, como é o caso da escola de Hogwarts. Privando os personagens - e, automaticamente, o espectador - destes elementos familiares, Yates conseguiu montar um longa ainda mais obscuro que "O Prisioneiro de Azkaban", filmado por Alfonso Cuarón e considerado até hoje como o momento em que a franquia pulou do tom infantil para um argumento mais sério.

Para a indústria cinematográfica, "Relíquias" mostra os prós e contras da divisão do filme em duas partes, algo que não havia acontecido até então com a série. De "A Pedra Filosofal" (2001) a "O Enigma do Príncipe", cada livro foi representado nas telonas com apenas uma adaptação. Isso acontecia independentemente de aspectos como número de páginas (o sétimo volume é menor que o quinto, por exemplo) ou complexidade do arco principal da história.

O resultado é um filme que deixa pouca coisa de fora, mas que acaba se perdendo em algumas sequências. Se a primeira metade do filme é recheada de caos e ação - com destaque para a fuga da Rua dos Alfeneiros, que em questão de segundos se transforma em uma perseguição a bordo da motocicleta voadora de Hagrid -, a quebra de ritmo se torna evidente a partir do momento em que Harry e a dupla de amigos passa a percorrer paisagens bucólicas da Inglaterra em busca das horcruxes, quando o filme parece então se arrastar na tela.

A recompensa vem depois, sobretudo com a incrível animação responsável por narrar o conto dos Três Irmãos, presente no livro-dentro-do-livro "Os Contos de Beedle, o Bardo". Outra sequência traz Harry, Ron e Hermione em uma operação para invadir o Ministério da Magia, o que garante bons minutos na ponta do sofá.

Enquanto o começo de um fim, "Parte 1" prepara sem muitos erros o cenário para a conclusão da saga criada por Rowling. E no que depender dos extras, a edição dupla do DVD lançado por aqui promete deixar as expectativas ainda mais altas: mesmo com todo o material extenso que já é comum para os lançamentos da série - como, por exemplo, os mais de dez minutos de cenas excluídas, que trazem inclusive uma sequência especial entre Harry e sua tia, Petúnia (se você é fã, não deixe de ver) -, o destaque fica por conta do making-of "Os Sete Harrys", que desconstrói a curiosa cena em que Harry é resgatado da casa de seus tios.

O depoimento de um produtor - que é categórico ao afirmar que a tecnologia necessária para gravar a cena não existia cinco anos atrás, por exemplo - mostra apenas que "Harry Potter" deixou de ser um produto infantil faz tempo. No que depender da degustação, a espera tem tudo para valer a pena.

Morte por Encomenda (2011)

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MAGNO 15/05/2011 15:00





Morte por EncomendaO ator Antonio Banderas recebeu o roteiro de "Morte por Encomenda" e, logo na primeira leitura, apaixonou-se pelo personagem principal. Por essa razão, Banderas prontamente aceitou participar no filme em que interpreta um detetive particular. Ele é o único ator famoso no elenco, exceto por algumas participações especiais. Entre os ilustres convidados inclui-se nomes como Sam Elliott e Snoop Dogg.

O roteiro segue muitos preceitos do cinema noir, com direito a narração feita pelo detetive Ned Cruz. Na história, o investigador é contratado para encontrar uma bela e sensual mulher, mas o caso torna-se mais complicado do que parece.

O contratante é um ex-presidiário, um gigante que não controla muito bem seus impulsos e entra em brigas constantemente. Para dificultar ainda mais a situação do detetive, conforme as investigações avançam, testemunhas importantes no desaparecimento da moça são assassinadas de forma violenta. É claro que as suspeitas dos policiais recaem sobre o pobre Ned Cruz.

A linha da história é clássica no gênero que fez muito sucesso nos anos 40 e 50, mas a trama é levada ao extremo com uma boa dose de ousadia. Para se ter uma ideia, mais para o final, até física quântica entra nos diálogos. Há até uma esquisitíssima cena de sexo em que a moça (com tatuagens igualmente estranhas espalhadas em seu corpo) explica conceitos avançados de física sub-atômica.

Por outro lado, o que é muito elogiável nos diálogos são as boas piadas proferidas pelo protagonista. Seja na narração ou para provocar seus inimigos, tal característica rende momentos muito engraçados.

Não é apenas na história e nos personagens que "Morte por Encomenda" segue os postulados do cinema noir. Diferentemente dos pioneiros no gênero, o filme é colorido, mas a direção de fotografia usa e abusa de sombras que contribuem para a aura de mistério. Os enquadramentos fechados em detalhes contrastando com planos distantes em que apenas se vê silhuetas formam outra característica tipicamente noir.

"Morte por Encomenda" é uma releitura contemporânea do gênero, uma forma de homenagem. Portanto, o DVD é indicado para quem gosta de discutir a linguagem cinematográfica.

Johnny Depp diz que está pronto para mais sequências de "Piratas do Caribe"

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MAGNO 15/05/2011 15:00


  • Enquanto o público estiver curtindo e não se cansar, podemos fazer mais. As possibilidades são infinitas, disse Depp sobre a saga de Piratas do Caribe "Enquanto o público estiver curtindo e não se cansar, podemos fazer mais. As possibilidades são infinitas", disse Depp sobre a saga de Piratas do Caribe
O Festival de Cannes parou neste sábado sua competição para receber o elenco de "Piratas do Caribe 4: Navegando em Águas Misteriosas", que estreia na próxima sexta no Brasil.
Com seus indefectíveis óculos escuros, Johnny Depp mostrou ânimo em encarar novas sequências da franquia que começou em 2003. O quinto filme da série já está confirmado. "Jack Sparrow é um personagem que se desenvolveu como nenhum outro. Ainda há muitas histórias para contar, e muita diversão pela frente. Enquanto o público estiver curtindo e não se cansar, podemos fazer mais. As possibilidades são infinitas. Mas não é só 'kashing kashing' (pelo dinheiro), tenho que me envolver com o projeto", declarou.
Para Depp, Sparrow é um pirata divertido porque "é uma mistura de roqueiro do século 18 com Pepe Le Gambá (o gambá fedido dos desenhos da Looney Tunes). Ele é um romântico esculhambado. Sua única qualidade é ser ignorante e persistente". O ator brincou com a dicção difícil de Sparrow: "os produtores pensaram em colocar legendas para explicar o que eu falo".
Fonte da juventude
Neste quarto filme, Sparrow encontra a primeira mulher pirata da série, Angélica (Penélope Cruz), uma antiga paixão que ele descobre ser filha de seu maior rival, o Barba Negra. Os dois partem na busca pela lendária Fonte da Juventude.
"Angélica é uma pirata mentirosa e manipuladora, um personagem feito com muitas cores", disse Penélope, que adorou voltar a trabalhar com Depp 12 anos depois do policial "Blow". "Sou fã dele há muito tempo. A criatividade dele é tão grande, livre e inspiradora. É um artista único. Só é difícil se manter séria quando ele está por perto", disse a atriz.
"Angélica é a primeira pessoa na série inteira que faz Jack se sentir desconfortável", brinca Depp. Geoffrey Rush volta pela quarta vez como o capitão Barbossa, e Keith Richards tem uma cena rápida como o pai de Sparrow.
Diretor dos musicais "Nine" e "Chicago", Rob Marshall assume pela primeira vez a direção de um filme da franquia, depois da saída de Gore Verbinski. "O importante é manter a história como centro do filme, e não deixar o trabalho dos atores se perder em meio a uma grande produção. E Johnny é um ator incrível. Tivemos 108 dias exaustivos de filmagem, e até o último dia ele está lá, te olhando nos olhos e totalmente disponível como artista", disse.
As águas vão rolar
Como um dos maiores astros de Hollywood, Depp guarda algum ressentimento por ainda não ter ganhado um Oscar? "Perder é totalmente confortável. É ótimo ser reconhecido por um trabalho, mas não é por causa disso que você o faz. Você vive num processo de criar e explorar nas diferentes águas que navega ao longo do seu trabalho", filosofou.
Pelo sucesso e pela diversão dos piratas, as águas misteriosas do Caribe vão ser também águas infinitas, com muitos filmes pela frente.

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“Todo mundo tem problemas sexuais” tem pré estreia no Rio

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MAGNO 15/05/2011 23:24



Domingos Oliveira está doente e não compareceu à pré-estreia de “Todo mundo tem problemas sexuais”, na zona sul do Rio, do filme que dirigiu e que é baseado em histórias reais, de cartas enviadas para o psicanalista Alberto Gondin (Colunista do Jornal O Globo, Vida Íntima).


Antes de chegar às telas, a história foi um sucesso nos palcos de teatro. Domingos Oliveira se inspirou no próprio filme e enviou uma carta aos que o aguardavam no cinema.

Eis um trecho do que foi lido na hora pela atriz, e mulher dele, Priscilla  Rozenbaum: O humor é o único modo de falar sério nos tempos de hoje. A sinceridade é o único escândalo moderno, maior do que os palavrões, que a política ou qualquer outra denúncia. Temos de sobra os dois. E eu, Domingos Oliveira, este seu criado, sou um autor seríssimo que faz um grande esforço para fingir que não é “.
O público se divertiu muito com a carta. Na platéia estavam Fabiula Nascimento, o ator Mauro Mendonça, a atriz Rosa Maria Murtinho, amigos e elenco.
Priscila Rozenbaum declarou que “é claro que a gente botou no cinema pra atingir muito mais gente porque no teatro atinge muito menos gente do que no cinema, por isso que a gente fez no cinema. Com certeza muita gente viu no teatro e com certeza a gente vai voltar com essa peça porque essa peça a gente ama fazer. Então, vão poder ver no cinema agora, ver no teatro depois“.
O ator Orã Figueiredo disse que “É uma comédia responsável pq trata de problemas sexuais, são problemas sérios, de identificação, de vez em quando vc se identifica com um. E as situações são resolvidas de uma forma que é a cara do Domingos. Bem brasileiro, bem nosso, brincando com o tema e ao mesmo tempo levando a sério “.
Cláudia Abreu resumiu: “É uma miscelânea de linguagens, você tem que ir pro cinema muito aberto, você deixa em casa o moralismo, você vai pra rir,  pra rir de si mesmo, rir dos outros, se identificando - ou não  – com os problemas sexuais , mas eu acho que tem que ir para se divertir. Ao se referir à equipe disse: “tantas  vezes eu quis estar com essa turma e eu fico feliz por estar nessa experiência“.
Todo mundo tem problemas sexuais entra em cartaz com 40 cópias nos cinemas do Rio de Janeiro e  São Paulo.
E você assiste à matéria da pré-estreia de “Todo Mundo tem Problemas Sexuais” no Cinejornal deste sábado, às 20h30!
Confira algumas fotos da pré-estreia:


Mauro Mendonca Rosamaria Murtinho e Maria Gladys

Priscila Rozenbaum Claudia Abreu e Paloma Riani

Paloma Riani e Priscila Rozenbaum

Patrícia Pillar surpreende equipe do Ponto Cine no aniversário de 5 anos

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Sala de exibição lotada, faltou espaço no foyer e hall para tanta gente que disputava espaço para acompanhar pelos monitores externos do Guadalupe Shopping (RJ) o que se passava dentro da sala da sala de exibição. O Ponto Cine abalou o subúrbio carioca desde que abriu as portas. Só exibe filmes nacionais. É uma sala de apenas 73 lugares, mas já levou muita gente boa do nosso cinema para participar de debates após as exibições dos longas-metragens. Nelson Pereira dos Santos, Cacá Diegues, Murilo Salles, Diler Trindade, Malu Mader e Selton Mello já passaram por lá.
Com o Ponto Cine, houve um deslocamento do bairro das páginas policiais para os cadernos de Cultura dos principais jornais do país e nós temos orgulho disso. Nosso mote é Arroz, Feijão e Cinema, porque é o cinema que alimenta a alma das pessoas e fortalece a consciência de um país“, emocionou a platéia o idealizador do Ponto Cine, Adailton Medeiros.
O Ponto Cine tem sido muito importante para a formação de platéia para o cinema nacional. Já foram exibidos 239 filmes e o público já ultrapassa a marca dos 100mil espectadores, de todas as idades.
O Ponto Cine nasceu quando eu tinha quatro anos, agora estou com nove, nós estamos crescendo juntos, só que agora eu tenho um sonho: quero ser atriz de cinema” – disse aos jornalistas a menina Isabella Medeiros, acompanhada pela mãe, Sol Pereira.
Festa de cinema tem que ser comemorada com cinema, claro, e rolou uma sessão especial para comemorar os cinco anos do Ponto Cine. Foi exibido o curta -metragem “Traz Outro Amigo Também“, de Frederico Cabral (prêmio de Melhor Roteiro no Cine-PE; Melhor Filme, Melhor Roteiro e Melhor Montagem no 43º Festival de Brasília; Prêmio Júri Popular e Aquisição Canal Brasil na 14ª Mostra de Tiradentes)
Os diretores da Ancine, Glauber Piva e Mário Diamante, os cineastas Luiz Rosemberg Filho, Luiz Arnaldo Dias Campos e Anna Luiza Azevedo, estavam entre os convidados.
“Queria dizer é que vocês são a revolução possível que o cinema brasileiro ainda não entendeu direito. Mais do que um sonho, vocês apontam caminhos, constroem a realidade, formam cidadãos, empreendem a cultura. Vocês são a revolução possível.”José Carlos Asbeg, diretor de “1958 – O Ano em que o Mundo Descobriu o Brasil”,
Após a apresentação dos resultados de cinco anos do Ponto Cine, uma surpresa: a equipe recebeu um buquê de flores enviado pela atriz Patrícia Pillar, desejando vida longa ao Ponto Cine! O bilhete carinhoso foi lido à frente da plateia e o gesto da atriz foi aplaudidíssimo.
E nós, do Cinejornal, também parabenizamos toda a equipe do Ponto Cine.
Os melhores momentos da festa, você acompanha, em breve, no Cinejornal!